Um beijo. Só isso.
Ou, pelo menos, era para ser.
Uma foto. Apenas uma foto de um
beijo entre dois homens.
Ou, pelo menos, era pra ser.
O que poderia ser o registro de um
ato banal gera um dilema sobre
limites pessoais e o impacto das
escolhas em um tempo onde o amor
entre iguais ainda permanece sob
constante suspeita e até vigilância.
Em diálogo com O Beijo no Asfalto,
de Nelson Rodrigues, e com a
imaginação radical de uma
realidade distópica num futuro não
muito distante, a peça questiona
que afetos podem ser visíveis, quais
devem ser interditados e a noção de
privacidade, quando decisões
aparentemente comuns podem ter
desdobramentos maiores do que se imagina.